Álcool

É a substância psicoativa mais antiga da humanidade. Consumo excessivo traz aplicações
no sistema digestivo, podendo resultar em câncer na boca, faringe, laringe e esôfago,
atrofia do cérebro, demência, icterícia, teleangioma (ruptura dos vasos sanguíneos da
superfície), eritema palmar, varizes abdominais, fluído abdominal, atrofia testicular,
pancreatite, edema de tornolzelos, tendência a sangramento fácil, tremor, aumento do
braço, cirrose, vasos sanguíneos dilatados, coração aumentado e enfraquecido, etc.
Afeta a capacidade intelectual, memória e destrói a vida social e afetiva do dependente.

Hepatites relacionadas ao álcool
Mais de 2 milhões de americanos sofrem de doenças do fígado relacionada ao álcool.
Alguns desenvolvem hepatite alcoólica ou inflamação do fígado, como resultado de
bebida intensa por longo-prazo. Seus sintomas são febre, icterícia (amarelamento
exagerado da pele, olhos e urina escura) e dor abdominal. A hepatite alcoólica pode
levar à morte se o indivíduo continuar a beber. Se para de beber, esta situação é
freqüentemente reversível. Cerca de 10 a 20% de bebedores pesados desenvolvem
cirrose alcoólica, ou degeneração do fígado. A cirrose alcoólica pode levar à morte se
continuar a beber. Embora a cirrose não seja reversível, em se parando de beber, a
chance de sobrevivência e a qualidade de vida da pessoa melhora consideravelmente.
Os acometidos de cirrose, freqüentemente, sentem-se melhor e o funcionamento do fígado
pode até melhorar, caso não bebam nada. Embora o transplante de fígado seja necessário
como um último recurso, muitas pessoas com cirrose que param de beber talvez nunca
precisem fazer transplante. E ainda, existe o tratamento para as complicações causadas pela cirrose.

Cardiopatias
Beber moderadamente pode trazer efeitos benéficos ao coração, especialmente entre
aqueles com maior risco para ataques cardíacos, como homens acima de 45 anos e mulheres
após a menopausa. Todavia, quantidades maiores que as moderadas, consumidas por anos
aumenta o risco de hipertensão, cardiopatias, e alguns tipos de derrame.

Câncer
Quantidade maiores de bebidas alcoólicas a longo prazo aumenta o risco do desenvolvimento
de certos tipos de câncer, especialmente no esôfago, boca, garganta e cordas vocais.
As mulheres têm um risco ainda maior de desenvolver câncer de mama se beberem dois
ou mais drinques por dia. A bebida também pode aumentar o risco de câncer de intestino.

Pancreatite
O pâncreas é o órgão que ajuda a regular os níveis de açúcar no corpo, produzindo insulina.
O pâncreas também desempenha papel importante na digestão de diversos alimentos. Bebida
intensa no longo-prazo pode levar à pancreatite (ou inflamação do pâncreas). Os sintomas
são dor abdominal aguda e perda de peso, podendo ser até fatal.

Efeitos Crônicos do Álcool


Coração normal

Coração dilatado

Cérebro normal

Cérebro atrofiado

Pâncreas Normal

Pâncreas Inflamado

Assim como outras drogas causam dependência, o álcool reforça seu próprio consumo
através da ativação do circuito de recompensa do cérebro. O álcool causa vários efeitos
agudos, como por exemplo, a embriaguez, tendo como causa mais frequente a depressão
do sistema nervoso central. Os efeitos agudos do álcool têm consequências significativas,
incluindo a dificuldade de dicernimento. O consumo repetitivo de álcool pode induzir à
tolerância, o que significa que a quantidade necessária para produzir o efeito desejado
tem que ser progressivamente aumentada.
(Fonte: Como agem as drogas, Gesina L. Longenecker,PH.D. Quark books. Ilustrações de Nelson W.Hee)

Problemas de Nascença Relacionados ao Álcool
O álcool pode causar uma série de problemas de nascença, sendo o mais sério a
síndrome fetal alcoólica (SFA). Crianças que nascem com problemas devido à bebida
podem ter problemas de aprendizado e de comportamento para toda a vida. Os nascidos
com SFA têm anormalidades físicas, comprometimento mental e problemas de comportamento.
Como os cientistas não sabem exatamente a quantidade de álcool que causa este e outros
problemas no nascimento, é melhor não beber álcool em hipótese alguma durante este período.

Bebida e Direção
Pode surpreendê-lo o fato de que mesmo pequena, a quantidade de bebida alcoólica
pode comprometer a capacidade de dirigir um automóvel. Por exemplo, certas
habilidades para dirigir, como virar o volante ao mesmo tempo que se dá atenção ao
tráfego, podem ficar comprometidas por concentrações de álcool no sangue (CASs)
tão mínimas como 0,02 por cento. (A CAS se refere à quantia de álcool no sangue).
Um homem de 80 kg terá uma CAS de aproximadamente 0,04 por cento uma hora
após ter consumido duas cervejas de 300 ml ou outros dois drinques padrão, de estômago
vazio. E quanto mais álcool você consumir , mais comprometidas ficarão suas habilidades
para dirigir. Embora a maioria dos estados norte-americanos estabeleçam o limite de CAS
par a adultos que dirijam depois de beber entre 0,08 e 0,10 por cento, e no Brasil este
limite é de 0,05 % o comprometimento das habilidades de direção começa em níveis bem menores.

Os efeitos sobre o cérebro são proporcionais à sua concentração no sangue:

 

Quantidade de bebida
Nível de álcool no sangue (g/l)
Alteração no organismo
Possibilidade de acidente
2 latas de cerveja
2 taças de vinho
1 dose de uísque

0,1 a 0,5
Mudança na percepção de velocidade e distância. Limite permitido por lei.
Cresce o risco
3 latas de cerveja
3 taças de vinho
1,5 dose de uísque
0,6 a 0,9
Estado de euforia, com redução da atenção, julgamento e controle
Duplica
5 latas de cerveja
5 taças de vinho
2,5 doses de uísque
1 a 1,4
Condução perigosa devido à demora de reação e à alteração dos reflexos.
É seis vezes maior
7 latas de cerveja
7 taças de vinho
3,5 doses de uísque
acima de 1,5
Motorista sofre confusão mental e vertigens. Mal fica em pé e tem visão dupla.
Aumenta 25 vezes

Obs: Dados referentes a uma pessoa de 70 quilos e que variam conforme
a velocidade de ingestão da bebida e o metabolismo de cada indivíduo.
( Fonte: Anjos Caídos, Içami Tiba. Editora Gente, 6ª edição)

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